pequena, para longe


pequena. não de Ser mas de nome, de altura, daquilo que os nossos olhos alcançam de fora. o que o nosso coração sente é bem maior. um bem maior à tua espera, para quando voltares. olho para ti e estou capaz de juntar as minhas lágrimas à velocidade das tuas. porque ao contrário do que muitas vezes o vento te segreda de mim: sim, adoro-te. e receio o dia em que todas as felicidades e arreliações que nos são dadas pelo simples tirar de um curso, vão desaparecer. receio-o porque sei que todas essas felicidades e arreliações não seriam as mesmas sem ti. pelo menos por perto.
não penses que todas estas palavras te são ditas apenas porque estás de partida - para um breve até já, mas de partida. são ditas porque são sentidas e porque queremos que vás com a mesma coragem com que nós ficamos à espera do teu regresso.

um beijo, Sandrinha.

fresco


como todas as aragens que insistem roçar-me nos cabelos... os teus dedos são os que trazem até mim o rejuvenescer mais fresco. aquele que vem depois de uma festa no cabelo e de meia-dúzia de beijos. não desapareças de repente como desaparecem as folhas de outono ou os dias quentes de verão. que eu preciso de ti por mais uma eternidade.

entre uma árvore e o teu sorriso

fazes-me acreditar, mais uma vez, que não há nada mais quente que sentir-me entre uma árvore como esta e o teu sorriso, tão largo. não vás, que eu penso tocar-te no cabelo e segredar-te ao ouvido que estás entre família. esses caracóis não mentem quando insinuam não querer ir embora... e eu insisto que não partam. pode ser que prestem atenção ao que tenho para lhes dizer.

bola

Ele falou-lhe de coisas leves e bonitas, coisas sem importância mas que aquecem o coração. O seu sorriso era mel, e as suas palavras curavam qualquer preocupação.

Silêncio


são precisos momentos de puro silêncio. para nos encontrarmos a nós próprios. silêncio, meditação. há experiências que acabam por nos mudar depois de lágrimas trazidas até nós pelas fadigas e contradições da jornada. achar-mo-nos a nós mesmos. ao nosso verdadeiro fundo. ao que realmente esperamos. de nós e dos outros. por conselho de quem tem experiência, foi aceite o convite. convite que, de início não foi levado de ânimo leve. nada leve. o fundo, em mim, ficou corroído com a profunda falta do soar dos sorrisos, falas, passadas e gargalhadas. que são precisos à existência de qualquer mortal. pelo menos de qualquer mortal que goste e viva dos melhores e maiores prazeres da vida.

haverá melhor som que o de uma gargalhada? (sentida).