hoje percebi que todos os meus desenhos ganham vida assim que pouso o pincel que seguro entre os dedos. pinto quando estou feliz, ou triste. funciona tudo e sempre da mesma forma. traço os principais jeitos de alguém não muito certo e por esses traços faço passar metade do que se faz sentir em mim: porque também eles - os não muito certos que nascem do meu cruzar de dedos com o pincel - merecem uma oportunidade que os leve a conhecer o que por cá se passa e porque a dor e a felicidade são mais fáceis de lidar quando partilhados.
fecha os olhos e desenha-me a mim. desenha essa falta.